terça-feira, 16 de julho de 2013

It's a new dawn

Eu sou uma grande fã do romance, não posso negar. Amar é minha fraqueza e também minha força. Por vezes parece erro, mas na maioria do tempo é o que eu mais acerto.
Me cobrir com teus braços e sentir teu coração bater bem debaixo do meu ouvido enquanto o ônibus não vem. Fechando meus olhos pra não ver nada, não me distrair com nada.
Quando deitamos, um junto do outro, com nossos pés entrelaçados, sinto seu carinho e contribuo. Sei fazer isso muito bem. E me sinto bem, também.
Enquanto minhas lágrimas caiam, naquela noite linda, com a areia nos pés e o vento bagunçando meu cabelo avermelhado, você me abraçava e me dizia pra chorar. Que as coisas ruins passam mas você fica.
E chorei.
Chorei por ter perdido quem deveria ter sido um pai, chorei por ter que complicar minha vida por desleixo dos outros. Chorei por ter dito adeus a uma pessoa e não te-la deixado partir quando foi a hora, e por sofrer as conseqüências depois.
Mas as coisas ruins passaram, e você ficou. Agora, neste momento, eu flutuo na leveza espiritual, mental, sentimental e até mesmo profissional.
Sinto meus pés escaparem do chão, mas sei, de certa forma, que estou segura.

Esse é, depois de tanto, um texto feliz. Por uma alegria profunda da realização pessoal e interpessoal, e das conquistas maiores que estão por vir. Dos tempos que vivi até esses dezoito anos, e das pessoas que deixei para trás e não sinto saudades. Libertar e ser livre. E amar, sempre.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Avante, soldado!


Nada superará a lágrima derramada por amor. Nem as pedras atiradas com ódio.
O rancor jamais tirará a felicidade de um dia termos existido, de minhas memórias.
As fotos me lembrarão, sempre que eu as avistar, os dias de companheirismo e complacência.
Te fui e tu me foste bem. Agradamo-nos. Sentimo-nos. Amamo-nos.
A vida nos prega a gentileza de fazer esvair todos os sentimentos pra longe. Devagar e incessantemente tudo que vem, vai embora.
Teus amores rondam mundo afora sem acabar jamais. Eles partem para outra assim como nós. E nós descrevemos tudo isso com certa agonia de viver.
A questão não é o amor em si.

Se ele existiu.
Se ele ainda está aqui.

A questão é qual nossa capacidade de reviver o já vivido. É fato sabido, o que não for pra ser, ainda assim, um dia será.
E ainda que seja, um dia, agora já não é mais. E vejo, nos reflexos do que deixamos de ser, tudo aquilo que eu não sabia de ti.
Descobri muito que eu não sabia de mim. E cresci de forma imensurável em alguns dias. Engenheiros do Hawaii me perdoem por usar mais uma vez sua canção pra expressar o que sinto mas... "Envelheci dez anos ou mais neste último mês.".
Tanto que nem sei mais quem fui nos últimos anos.

Em conclusão, digo que chorarei.
Digo que sorrirei.
Amarei(outras tantas vezes).
Deixarei ir e partirei.
E no todo,
viverei.

Pro alto, avante e sempre, capitão.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A toa.

Confiar no meu taco.
Não sentir ciúmes de você.
Não querer você só pra mim.
Não ter medo de te perder.
Confiar no meu taco.
Não proibir tuas conversas.
Não detestar tuas colegas.
Não ler tuas mensagens.
Confiar em você.
Não duvidar das tuas palavras.
Não querer você só pra mim.
Não sofrer a toa.
Confiar em você.
Quando você disser que foi tola.
Quando você pedir desculpas.
Quando você jurar que não vai se repetir.
Confiar em mim.
Que eu não pensarei nisso de novo.
Que eu não brigarei por isso de novo.
Que eu não sofrerei de novo.
Confiar no meu taco.

Que taco?

domingo, 16 de setembro de 2012

Silêncio no meu rock!


Eu lembro que cansei duas ou três vezes por semana de te explicar que sou IN, não OUT. Que eu não sinto necessidade de me comunicar quando estou dentro da minha casa. Que eu gosto do silêncio tanto quanto eu gosto de ouvir sua voz, mas que a sua voz deveria dar espaço pro meu silêncio.

Eu deixo o barulho do ventilador e da minha digitação ocuparem o quarto por horas sem me importar. Não ligo pra silêncios quase eternos. Eu gosto da falta de diálogo durante um breve olhar.

Você podia chegar em casa, me abraçar forte, deitar na cama e calar a boca. Eu não ligo de não saber dos seus dias todos os dias. Eu tenho os meus pra viver, você os seus e a gente fica muito bem assim. Cada um na sua, juntos.

E você acha que eu não sei que quando namorávamos eu era bem mais legal, bonita, sensível, grata, meiga, mas você me via duas ou três vezes por semana, não joga a culpa em mim. Veste essa cueca que eu não te quero hoje. Se cobre porque tá frio e eu não tô afim de dormir de conchinha. E, por favor, não me traga café da manhã na cama, comer logo cedo me mata de desgosto.

Eu não quero rosas... Eu quero longas e cansativas noites de rock’n roll.



Rhaissa Ramon






sábado, 15 de setembro de 2012

Ainda é cedo



E se você, sem querer, se apaixona? Se, de repente, encontrar-se  trocando mensagens carinhosas com outra pessoa? E se, num dia triste, uma mensagem de outro número que não o meu, te fizer sorrir? E se, depois de um dia cansativo, tudo que você inesperadamente precisar é de uma conversa, mesmo que boba, com essa tal pessoa? E se estar comigo for bom, mas estar com ela, de repente, tornar-se melhor? E se, pela manhã, você pegar-se enviando torpedo escrito “Bom dia!”, daquele jeito que você enviava pra mim, pra alguém que, definitivamente, não sou eu?

E se você, no meio do restaurante, esperando sua comida chegar, decidir desligar a ligação comigo, pra trocar mensagens com ela? E, ainda, ficar com um sorriso bobo no rosto?
...

Por favor, me diga... E se?

(Rhaissa Ramon, Sábado, 15 de Setembro de 2012.)



"Sei que ela terminou
O que eu não comecei
E o que ela descobriu
Eu aprendi também, eu sei
Ela falou: - Você tem medo.
Aí eu disse: - Quem tem medo é você.
Falamos o que não devia
Nunca ser dito por ninguém
Ela me disse: - Eu não sei mais o que eu
sinto por você.
Vamos dar um tempo, um dia a gente se vê.
E eu dizia: - Ainda é cedo
cedo, cedo, cedo, cedo."
(Legião Urbana - Ainda é cedo)

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

(De um pro outro)

Tu me olhou como se eu soubesse de nada. E eu cabisbaixo, deitado do teu lado, sentindo frio, querendo morrer.

- Vai tomar um banho... aproveita e toma um pouco de água com sabão pra ver se a boca fica mais limpa.
- Só porque te mandei tomar no cu? Tu já toma no cu, não sei porque leva isso como ofensa.

Ai tu se calou, como se eu tivesse lhe ofendido pra toda a vida. E eu, revoltado, me levantei, me vesti e fui embora.

Eu nunca achei que minhas últimas palavras pra você seriam essas. Não leva a mal, bonito, eu gosto que tu seja assim, eu gosto que tu me deixe te fazer feliz com as coisas que tu curte.
Quase te enviei cartas, quase te escrevi poesia, e quase me encontrei caído na mesa do bar, mas não se ache não. Não sinto falta do teu cheiro nem desse teu jeito de mulher. Eu gosto de homem, nego. Eu gosto de homem que gosta de mim, principalmente.

Se ao menos tu tirasse essa tua expressão de sonso, de sono, de cansado, de cansaço, de descaso, da tua cara. Lembra quando tu me falou?

"Sei lá, talvez eu não te goste mais."

Mas continuou vindo na minha casa quase toda noite, tirando a roupa e pedindo pra eu te tratar com jeito?
Vira homem, cabra.

Cansei de olhar tuas costas e contar os segundos no relógio da parede.


Não olhe demais

Estou feliz, mas quero tudo logo. Quero tatuagens novas e roupas mais bonitas.
Não consigo olhar pra tela enquanto escrevo. Não consigo olhar o teclado enquanto escrevo, não gosto de ver minhas palavras formadas no computador. Enviarei esse texto sem olhar, sem ler. Espero que não hajam muitos erros gramaticais. Porque no fim das contas é disso que se trata a vida. Um passo atrás do outro sem perceber, sem parar e refletir sobre os erros bobos que ficam pelo caminho. No final eis a questão: é legível ou não?
Quero tudo agora. Quero idade suficiente e dinheiro no bolso. Quero por você na garupa da moto e dirigir pra bem longe daqui. Entrar num chalé perto da praia, te jogar na cama, e ficar conversando sobre a vida por horas. Sem nem perceber se estou conjugando certo todos os verbos ou não. No fundo, ele tem razão, a gramática não importa tanto assim, o que importa é a intenção: mas só se ela for boa.
Continuo sem ler o texto, será que ele tá bom? Será que deixei o caps lock ligado? Eis outra questão.
É só isso que me resta, escrever como se não houvesse amanhã. Porque só nesse lugar que sei ser solta, que sei seguir o fluxo.
Mas como assim? Se o que eu mais faço é cometer erros. Falo demais, penso demais, brigo demais, discuto demais e... meu deus do... tenho perdido a paciência demais. Perdido a paciência com pessoas que não merecem minha impaciencia, que não merecem minha paciência, que não merecem-me, que não merecem nada. Quantos erros já cometi até aqui? Não só no texto... na vida? Me desculpe, gramática... e vida.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Fecha a janela.


Não me deixa, fica aqui juntinho. Bota um som baixinho pra tocar. Abre bem pouco a janela... não, esquece, deixa fechada mesmo, gosto da saudade que me dá de ver teu rosto enquanto te beijo.
Larga mão dessa cerveja e vem pra cama, já tá quase de manhã e você ainda tá aí lendo essas notícias. Deita e relaxa que daqui a pouco eu ligo a tv, a gente assiste o noticiário matutino enquanto eu faço um leite com nescau pra você tomar.
Não vai mais cedo pro trabalho amanhã, enrola um pouco comigo deitada na rede depois do almoço, ou vem antes que eu te faço o jantar. Quero tanto acender umas velas e abrir um vinho com você. Por que você me deixa tão solta? Não me deixa, fica aqui juntinho.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Should I stay or should I go?


Talvez tudo isso, na realidade, não signifique nada. E que todo o tempo do mundo perca o valor quando se perde o gosto. O jeito que você deveria sorrir pra mim e a sinceridade nos olhos. Lembra-se daquela alegria abobalhada e aquelas brincadeiras estupidas, espontâneas?
Talvez o tempo seja, na verdade, nosso maior inimigo. E ele esteja nos afastando aos poucos, nos fazendo perceber os nossos defeitos e, principalmente, fazendo com que certas ausências comecem a ser sentidas. Que você sinta falta daquela garota que, uma vez, se declarou pra ti. E que sinta falta do jogo de paqueras e de “será que eu gosto de você?” que vocês deviam fazer há um tempo atrás. E eu, eu cometi meus erros. Você sabe bem de quantos e quais, e sempre te peço desculpas, e sempre te digo verdades, e sempre quero resolver nossa situação. Senta do meu lado, vamos conversar. E eu te pedi, pedi pra que me dissesse quando, se algum dia, estivesse apaixonada ou interessada em outro alguém. Porque prefiro saber da sua boca, não quero me magoar novamente. A pior coisa é você estar com alguém enquanto esse alguém quer estar com outra pessoa. E eu, mesmo com meus deslizes e fracassos, durante todo esse tempo, sempre quis estar com você. O coração aperta e a voz chega a falhar quando tento te dizer que te amo. Porque hoje, depois de tanto tempo, o medo de declarar meu sentimento voltou.

O tempo, o tempo é algo estranho, não acha? De tempo em tempo voltamos ao tempo passado. As roupas de vinte anos voltam com tudo. Os cortes de cabelo voltam com tudo. A música volta com tudo. E o amor? O amor volta com tudo? Me responde você.
O tempo me intriga e me sinto sensata por isso, quem nunca reparou deveria se preocupar: Percebes que quanto mais o tempo passa mais nós voltamos no tempo?
Posso tentar explicar, não sei se conseguirá seguir minha linha de pensamento, mas tente: Dizem que pra curar um amor, só mesmo o tempo. Antes de amar, você vai pra baladas, festas, bares, conhece pessoas, paquera, apaixonasse três vezes por dia, atreve-se a investir em pessoas, beija-las, elogia-las, tudo para no final aumentar seu ego com as conquistas que faz. E quando o amor vem e passa? Quando o amor termina? O ciclo volta ao começo. O tempo vem, cura teu amor, ou o que for que ele faz com o amor, e de repente você tá nas baladas de novo, certo? Você tá conhecendo outras pessoas, beijando outras bocas e nem lembra do que se passou. Mas e quando você não quer, nem precisa que o amor acabe?
Mesmo assim o tempo vem. Eu sei que vem porque a gente não vê passando mas, agora, olhando aqui pro tempo que já foi, eu sinto as dores da cirurgia que ele fez na minha vida, arrancando certas coisas, colocando outras no lugar. O que mais dói é saber que, sem querer, ele faz isso contigo também. E é constante. É imutável. Não há nada a se fazer.
Então, de tempo em tempo, você vai sentir vontade de conquistar aquela garota novamente. E, de tempo em tempo, você vai querer abraçar outra pessoa. De tempo em tempo você vai querer dançar, bêbada, com suas amigas, olhando pra alguma outra menina na balada. E o que eu posso fazer? Isso se chama saudade, porque o tempo passa e a gente sente falta das coisas, das pessoas, dos abraços, das danças, das risadas. Não posso te proibir e me sentiria ainda pior o fazendo. Quero ver-te feliz sempre, o tempo inteiro, mesmo que isso me faça infeliz.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Errando.rar

Sem perceber, no meio de um embalo de segundos e respirações, meias palavras, olhares trocados, saudades inacabáveis(e incabíveis), cometemos erros.  Tem dias que me detesto por ser somente humana, uma humana comum, sem nada de extraordinário e uma capacidade um tanto quanto falha pra quase tudo. 
Não sei o que me faz errar tanto, sempre. Erro dizendo coisas demais, e as vezes dizendo coisas de menos. Erro nos presentes, no horário de chegar e na roupa que devo usar. Erro nas desculpas, nas verdades que conto, nas horas que passo falando ao telefone. Erro ao trocar olhares, rir das piadas e te dizer pra ficar mais um pouco mesmo sabendo que você tem que partir. Erro te fazendo perder aula, baixando filmes que nunca são assistidos e acendendo incensos que te fazem espirrar. Erro demais, admito. E as vezes, só as vezes, até gosto de errar. Os erros são,  em sua maioria, perdoáveis. Mas há sempre a probabilidade de nunca serem esquecidos.