segunda-feira, 29 de junho de 2009

Manchas

Estou aqui sozinha, tentando entender onde fui parar.
Estou na janela te vendo
tentando me lembrar
eu vi as paredes do quarto
com as manchas de sangue que você deixou
tentei ver no espelho e no chão sombras que nada me diziam
enquanto eu via você sorrir, via você chorar.
Minha mala aberta e vazia, ouvindo você gritar.
E você fugia, tentava entender oque eu fiz pra ti
Enquanto dormia, eu matava cada pedaço de ti
Pedaços de nada

pedaços de insonia, que eu em mim criei.
Você dizia, que seriamos sempre só eu e você, e nada fazia sentido, mas eu quiz viver.
E agora eu vejo, que minha escolha foi pro lixo, e vejo desejos de uma vida jogada no chão.
Me questionei, se você foi uma boa opção, eu duvidei se você era quem eu queria dentro do coração.
Minha cabeça rodava, enquanto eu via você me odiar.
Eagora esqueça oque eu um dia fiz.
Oque eu um dia falei.
Oque eu um dia pensei.
As manchas de sangue estão nas paredes, matei cada parte de você, vejo você chorar.
Vejo você chorar.

Peço desculpas pela ausencia, e principalmente pelos erros no texto :(
Fiz rapido, e estou postando rapido também.
Ando meio ocupada pois estou organizando alguns eventos rs
Mas logo volto a rotina :]

Beijos :*

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Calmo (pra ele)


A manha estava fria,o vento forte, eu rezava bem baixinho pra não me perder novamente.
Foi quando você chegou todo calmo... muito calmo.
Deu boa tarde, pegou seu violão, juntou-se com amigos.
Muito calmo, sempre calmo.
Sua voz era baixa, macia e calma.
Seus olhos profundos me olharam e sorriram.
Eu boba, parada imovel, sozinha, no meio da rua.
Você calmo, sentado, cantando, tocando, na praça.
Me olhava, sorria.
Eu sozinha, na rua, parada, olhava.
Fiquei scarlat, ou não, não sei.
Posso ter ficado azul ou sem cor.
Eu queria ter ficado sem cor, sumido.
Te ver calmo me fez encontrar uma paz, um conforto que a muito tempo havia perdido. Esquecido.
O vento bateu calmo, eu já nem percebia o frio.
Você sorria, me olhava, cantava.
Anjos murmuravam em meus ouvidos pra ir até lá, dizer algo... 'faça algo'
Fazer algo, algo agora, oque?
Não sabia, não conseguiria nem se soubesse na verdade.
Seu sorriso, sua voz... tudo tão calmo.
Eu não estragaria sua calmaria, não conseguiria me manter calma.
'Olá'

Responde, responde Maria.
'Olá' respondi corando, seu sorriso, você me chamou, apontou o espaço vazio no banco ao seu lado. Me sentei.
Você cantou, sorriu, tocou.
Estava tudo muito calmo...
Me olhou, sorriu... cantou.

Quero ouvir sua voz cantar pra mim mais uma vez *-* seu segredo tá guardado

quarta-feira, 10 de junho de 2009

É?

Vou sumir um dia você vai ver...
Vou passar pela porta... desligar a TV.
Bater o portão e sair pela rua.
Sair para a vida
nunca valeu a pena estar aqui dentro sabe?!
Nunca...
E sempre, a cada instante que tentavam me fazer perceber, eu tentava acreditar que valia... que era o certo.
Mas você nunca esteve aqui dentro comigo...
Vou sair, quem sabe quando eu tiver lá fora a gente não se encontra?!
Não sei

Nem sei se quero... nem sei.
Tanto faz

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Melissa

Melissa suspirou e sentiu o vento gelado bater em sua nuca e seus cabelos subirem dançantes, pairando no ar e depois caindo de um modo fascinante, perfeitos e lisos em seus ombros novamente.
Melissa deu um passo e caiu.
Ninguém segurou Melissa
Suas pernas tremiam de frio e fraquesa, levantou.
Ninguém ajudou Melissa
Melissa, cansada, aflita e sozinha caminhou, sem saber pra onde.
Ninguém indicou o caminho
Melissa alcançou seu lugar na terra, no mundo, entre as pessoas.
Melissa não precisava da ajuda de ninguém.
Melissa fez tudo sozinha.
Sem ninguém, sem ninguém Melissa fez tudo sozinha, nem um corpo, nem uma alma, nem uma voz ajudou Melissa, Melissa sozinha achou. Melissa sozinha. Sozinha Melissa.