segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Uma lembrança, um sorriso e uma alma.

Suave e gentilmente ele foi adentrando meu corpo...
percorreu primeiro minha cabeça, passou pro meu sorriso, e no fim, quando fui ver, ele fazia parte da minha alma. Ele era eu e eu era dele.
Como se não bastasse, descobri que quando não passa do pensamento você só sente saudade... é aquela coisa da lembrança, e eu lembrava dele, e de cada gesto indiscutivelmente único dele, indiscutivelmente ele, ele estava em minha mente, todo o tempo, tempo esse que é muito e até então incontrolavel e rapido, é lento, pra mim. E quando eu lembrava, tentava esquecer, e me concentrava na chuva que escorria diante dos meus olhos, era apenas chuva.
Quando vira o sorriso, vira algo lindo, encantador, ele havia se tornado oque me fazia rir no escuro sozinha e o que me fazia rir olhando pro monitor de um computador... sorrir ouvindo uma música, e desfilar meu sorriso pelas ruas... rindo de mim mesma pela minha propria risada estranha.
Quando se torna o sorriso, se torna algo indispensavel, mas que facilmente se perde...
Ai então, ele entrou no coração... O sorriso quase gasto, a memória quase esquecida...
Não se lembra de como foi o primeiro beijo, o primeiro abraço... o primeiro olhar...
Não se sabe se sorri, não se sabe mais sorrir.
Quando entra no coração, tudo se transforma em uma angústia feroz que destrói toda e qualquer certeza que se tenha sobre alguma coisa. De repente parece que o mundo pode ser triangulo, e que as estrelas podem ser pinturas magnificas e estranhamente aterrorizantes. Quando entra no coração, o medo toma conta de cada parte do amor por si, e o medo da perda supera qualquer outro medo em ação.
Quando entra no coração, qualquer sorriso é pouco e qualquer lembrança é saudade. Quando isso acontece, qualquer amor não vale a pena, exceto aquele, e qualquer vontade é pouca quando se esta perto de receber o beijo quente e suave do invasor.
Quando entra no coração e invade a alma, é dificil sair, é como abandonar a si mesmo.

Um comentário:

  1. quando a saudade aparece, não há jeito, minha queria. não há. não não.

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