domingo, 14 de março de 2010

Minha vez.

No momento, sinto todas as minhas forças se esvaírem e levarem minha esperança embora.
Sinto que não agüento esperar mais um dia por você e que se eu o fizer estarei perdendo a mim mesma por alguém que chegou agora.
Sinto que deixar de estar contigo não significa perder tudo e que só significa estar mais comigo e me dar chances de me conhecer mais e quem sabe até gostar mais de mim do que de você, ou gostar mais de mim do que gostam de mim.
Porque você pode não gostar tanto, você pode ter dúvidas, pode fazer trocas, mas tem gente que daria tudo que tem pra estar comigo.
Sinto que, saindo da sua vida posso começar a viver a minha e que isso pode ser bom.
Porque se estar com você significa sofrer dia e noite com a sua ausência – porque mesmo estando contigo, você nunca esta aqui – eu prefiro estar sem.
Prefiro estar sem e não esperar por uma ligação.
Prefiro ter certeza que não te verei e não te esperar por horas em um lugar pra você, por fim, não aparecer.
Prefiro não encher a cara e prefiro ficar sã e normal diante de meus amores e dores, prefiro saber reagir.
Não quero mais me ver sem saber se devo partir ou ficar mais alguns minutos te esperando.

Todos vêem e só você não vê que me faz mal.

Todos sabem e só você não.

E ontem, todos me olharam com olhos de quem sentem muito por saberem que eu estava ali somente pra poder te ver e que você, de maneira ridícula me deixou lá.
Não quero que me peça desculpas, cansei tão profundamente delas.

Ontem tive boas conversas e descobri mais de pessoas que antes eu pouco sabia.
Ontem conheci pessoas novas, me distrai, conversei e até brinquei um pouco.
Ontem te esperei e você nem chegou, e se chegou, foi tarde demais.
Ontem foi a última noite que apostei de ti, eu desisto.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Em algum lugar, ou em lugar algum. Quando o pessimismo me invade.


Talvez se eu me acostumasse com tuas palavras duras e frias que me conduzem durante a noite eu não choraria ao amanhecer.
O amanhecer que mal amanheceu, e eu já acordada, tranco-me no banheiro vendo a luz aos poucos adentra-lo, sem me preocupar em acender lampadas ou olhar no espelho.
O chuveiro só se liga essa hora pra sufocar e esconder o som de minhas lágrimas e meu pranto.
Pois o som que este faz te acordaria e isso não seria bom.
Não conseguiria explicar o motivo de minhas lágrimas, se você ainda esta deitado na cama e as palavras mais lindas de amor, aos poucos foram sendo ditas, conforme nossos corpos dançavam, embalados de prazer e romance.
Porque suas palavras mais lindas de amor também são duras aos meus ouvidos. Porque seus gestos mais romanticos e carinhosos também me machucam e seus olhares, por vezes profundos até a alma, me corroem.
Te amar tanto me dói.

E sabe o que mais dói?

Dói saber que amei tantas vezes e senti tantas vezes e não ter certeza se o certo é de fato certo ou é apenas errado, o que é certo?
Vários amores? Amor algum?

Porque se nada foi amor, então o que foi tudo isso?
E se tudo for amor, podem existir tantos amores?

Cansei de amores incompletos. Cansei de dúvidar de algo que era pra ser óbivio.
Dúvido de ti por dúvidar do que eu sinto, e por dúvidar do que eu sinto dúvido também do que tu sentes... Porque tu não pode estar falando sério quando diz que gostas de mim; Não há como.
Eu mentiria se dissesse que não quero mais nada e eu também me maltraria com isso.
Ambos saberiamos e meus olhos afirmariam que eu te quero pra toda a vida. Toda história. Até o momento que eu, simplesmente, não te quiser mais.
E sou injusta e egoísta ao dizer isso mas lhe digo. Digo porque sei que é real.

E talvez eu nunca mais queira te deixar partir.

Mas talvez amanhã eu deixe.

Mesmo que por alguns segundos - contados.

Mesmo que suspirando de saudade.

E agora tu acordas desesperado no meio da noite e eu sei, eu sei meu amor, eu sei que tu não esta procurando por mim.
Esta procurando por aquela que lhe fez bem essa noite e não aquela que chora no banheiro angústiada por saber que uma hora não haverá mais dança nem embalo algum.
Não haverá beijo, nem palavras duramente lindas, nem abraços ou carícias.
Aquela que choras por saber que uma hora não haverá nem mais choro.
Não vão haver mais lágrimas enquanto a noite clareia.
Porque eu choro e só chorarei até saber que acabou.
E quando eu souber que acabou;


Quando eu souber que acabou chorarei de amanhecer à amanhecer. Virarei a noite e passarei o dia em prantos pensando em tudo que passamos e todos os detalhes sobre ti que eu nunca mais poderei reparar ou tocar ou sentir e até amar.
Chorarei por saber que minha falta de demonstração de carinho pra ti fez com que tudo isso acabasse.

E as vezes até penso em deixar o chuveiro desligado enquanto choro, pra você me ouvir chorar e querer saber meus motivos. Queria te falar de meu medo que acabe e queria que você me dissesse que vai ser pra sempre; Mesmo eu sabendo que não vai.
Mas não posso simplesmente demonstrar minha agonia em estar contigo e toda essa minha negatividade que me distância.
Não posso te fazer sentir mal por me fazer sentir mal.
Porque você não me faz mal, mesmo fazendo.
A culpa não é sua e você não pode pegar ela pra ti.

Ela é minha.

Sou eu quem não sabe amar.


Ou talvez, até saiba demais.


Ou nem haja amor, só dor.


Ou dor e amor se confundem, ou dor e amor são a mesma coisa.

Ou não.