quinta-feira, 27 de maio de 2010

Platônico.

Um dia, em um show de uma banda qualquer, que não me lembro o nome porque não importa - nada importou aquela noite, além daquele garoto com a pulseira vermelha e os lábios secos - avistei tal garoto apoiado no balcão do bar enquanto os jogos de luzes iluminavam seu corpo em várias cores diferentes e seus cabelos caiam sobre seu rosto suado. Não pensei muito no que dizer ou o que fazer. Meu corpo simplesmente me levou até ele sem que eu pudesse pensar uma vez.
"Olá" - eu parecia tão estúpida tentando falar com ele, e faz tanto tempo que isso aconteceu, que já nem consigo mais lembrar.
Sei que nunca esqueci seu olhar, nem seus lábios, nem seus braços, nem a flor vermelha da sua tatuagem. Não esqueci a pulseira pra bebidas no seu pulso, nem o apelido do qual você me nomeou por uma semana, antes de me esquecer por completo, e também não esqueci seu e-mail, telefone, endereço, e qualquer outra coisa relacionada a você e a sua vida.
E foram só 15 minutos de conversa.
Não ouve um contato físico, uma aproximação, uma indireta.

Até hoje espero passar por você na rua e você me reconhecer.
Já nos vimos tantas vezes em situações diferentes e com intervalos distantes.

Platônico, é você.

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