terça-feira, 29 de junho de 2010

O fogo vai gelar.

Se o amor não for durar
Se sua vida entristecer
Vamos amar sem hesitar
Não deixe o sorriso morrer.

E se o tempo for parar
Se suas verdades forem te esconder
Não deixe nada te derrubar
Estou aqui só por você.

Temos um caminho pra seguir
Nossas mãos juntas devemos deixar
Prometo que te farei sorrir
Prometo te amar até acabar.

Me entregarei por inteiro à ti.
Os versos mais lindos irei te entregar
Meu corpo e alma são ambos teus
Não encontro mais palavras pra te explicar
As rimas fugiram ao pensar
Nas noites de amor que iremos ter.

(26/02/10)

Camas, belos lençóis.

"Guardei sem ter porque, nem por razão ou coisa outra qualquer. Além de não saber como fazer pra ter um jeito meu de me mostrar. Achei vendo em você, explicação nenhuma isso requer. Se o coração bater forte e arder, no fogo o gelo vai queimar. "  Nando Reis.



Lembrou-se da vida antes de conhecer seu amor.
Lembrou-se do Sol de todas as manhãs e do cheiro da chuva.
Lembrou-se de como costumava notar detalhes e gostava de observar o céu.
Lembrou-se das coisas bobas que lhe pareciam tão lindas e exuberantes.

Do amor pra cá, as coisas perderam a graça.

Toda beleza do mundo se perdia quando os olhos dela pousavam sobre os olhos dele.
Todos os detalhes eram dele e todos os cheiros a ele pertenciam.
Nada mais tinha sentido se seu amor não estivesse ali.
E nenhum rapaz seria mais importante, nenhuma música mais tocante que sua voz, nenhum sorriso verdadeiro se ele não fosse o motivo, e tudo era nada, se tudo não fosse ele.
A garota lembrou-se de como eram seus amigos, seus fins de semana, e como divertir-se era tão fácil.
Lembrou-se da solidão e de como era acordar sozinha.

E então, tratou de esquecer.


Texto escrito no dia 26/02/10 

domingo, 27 de junho de 2010

Jogue suas tranças.

Eu esperei tanto tempo, todo o tempo, perdi tempo por esperar meu amor.
E te guardei meus segredos mais intensos, tão intenso que você não aguentou.

Me sufoquei tanto tempo, todo o tempo, perdi meu ar.
E te guardei no meu peito, bem guardado, pra ninguém poder te tirar.

Mas você se soltou.
                 E você não voltou. 
Meu menino.



- Foto: Mr. Nobody. 

Tudo tem desandado - Março - Desespero

Quantas lágrimas terei que derramar pra que você entenda? Quantas vezes terei que fingir que está tudo bem, até que você veja o sofrimento nos meus olhos? Será que você poderia olhar em meus olhos? Por favor, olhe em meus olhos! Veja que não está tudo bem. Que droga!
Tenho que ser forte, tenho que aguentar a maldita dor.
Odeio essa dor, odeio mais ainda essa mistura de medo e orgulho que me impede de falar pra ti as minhas verdades.
Odeio, mais do que tudo, que você não olhe em meus olhos, e não veja, com seus olhos, o quão errada minha vida tem estado.
Odeio que não veja que estou cansada.
Cansada, principalmente, de duvidar de você.
Estou cansada de desconfiar e de ficar imaginando onde você esta, todo instante.
Onde você esta? Onde estas? Cadê?
Cadê o sentimento que você afirmou habitar sua alma?
Cadê a segurança e confiança que você me passou?
E, se você não queria só à mim, por que não disse antes? Por que não?
Pra que pedir por algo sério se destruiu tudo? Que há contigo?
Cansei, odeio isso tudo e não está nada bem!
Mas continuarei tentando e torcendo pra você não errar.
Porque nem eu sei o tamanho da dor que você pode me causar se falhar comigo.
Nem eu sei o quão mal eu posso ficar.
E eu imagino.
E só de imaginar, a dor me sufoca.
Te imploro, não erre comigo. Seja verdadeiro.
Não prometa coisas que tu não conseguira cumprir.
Porque estou cansada.
                                E tudo tem desandado. 


~~~~~


Texto escrito em março, logo após o primeiro erro. Agora já sei o tamanho da dor, e já estou tomando os remédios pra passar...  

12/04/10 - Dois meses, um dia qualquer.

Minhas histórias não vão fazer sentido pra você.
Há sempre sangue por aqui. Por aí.
O sangue escorre entre nós. O cheiro de fumo, cigarros queimados entrando pelas narinas alheias.  Invadindo sua órbita. Sugando suas promessas.  Tirando seu ar. Borrando seu pulmão.
O cheiro já impregnou sua pele.
A bebida que te faz suar. O mijo doído e prolongado. A dor infernal na sua cabeça, a pressão.
O sexo ruim de uma puta barata.
A vantagem em ser o filho desnaturado. O natal sem tias avós irritantes. Meias novas. Casaco de lã.
O amor podre. O amor tosco. O amor pobre.
Minhas histórias nunca vão fazer sentido pra você, então leia aqui, a sua.

sábado, 26 de junho de 2010

Batimentos repetidos. Fazem sempre o mesmo som. Agridem meus ouvidos.

Aprendi com meus erros que nem sempre errar é aprender.
Porque se pra te ter tive que errar, só o que recebi foi uma grande queda, e um grande vazio no final de tudo.
Não que eu e você fosse um grande erro. Não que eu tenha errado em estar contigo, ou você tenha errado comigo. O que você fez não foi um grande erro, foi uma demonstração de como seria o fim.
Mas errei ao acreditar em tudo que acreditei - e você sabe bem no que eu acreditei.
Não resta mais amor. E quem disse que amar é sentir falta, estava enganado.
Sinto sua falta sim, e sei que não te amo, porque mesmo sentindo sua falta não te quero mais aqui.
Não tem mais espaço pra você em mim. Só saudade já ocupa muito tempo, muita coisa, e muitos batimentos no meu corpo. Não quero sentir nada mais além da saudade, quando se tratar de você.
E se a saudade puder ir embora, fique a vontade. Não sinta-se em casa. Ela tem o direito de ir e não vir.
Então que vá. Que vá pra longe quando quiser.
Engulo sua falta do mesmo jeito que engulo a saliva que vem à tona todas as vezes que quero dizer frases que não se formulam e que tento falar coisas que simplesmente não saem dos lábios pra fora.
Engulo a saudade que sinto, a saliva dentro da boca, e as palavras que me seguro pra não dizer.

Se fosse pra dizer eu acabaria gritando, E BEM ALTO, em meio a tudo e todos: "VÁ TE FODER!"

E depois? Depois eu engoliria a raiva, regularia meus batimentos, e viraria as costas. Assim como virei ontem quando te vi. E sairia andando, pra nunca mais voltar.

Mas já estou longe suficiente.

FOTO: http://weheartit.com/entry/2756808

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Ela não dormiu mais no calor dos teus braços.

Anos atrás.

Não era mais uma questão de tempo. O ponteiro no relógio continuar girando não mudaria nada. Tudo, exceto o relógio, tinha parado naquela casa.
Ela no quarto da frente, com a mala aberta e as roupas dentro dela, bagunçadas, amassadas, se despedindo.
Ele dentro do carro, a chave na mão, os olhos na janela, observando-a observar a mala aberta.
Uma lágrima hesitou também, parada nos olhos dele, esperando poder cair. Não podia, o orgulho não deixava.
Tudo havia parado. Porque nada podia continuar enquanto tudo dava errado.



Agora.

Não era mais de parar o tempo. O ponteiro no relógio continuava girando enquanto nada mudava.
Tudo, parecia tão comum e tão certo que cansava.
Ela fazia suas músicas, tocava seu piano, e dormia cedo. Usava roupas amassadas, bagunçadas.
Ele pegava seu carro todas as manhãs, ia ao escritório, olhava pela janela e desejava voar. Voar pela janela sem rumo, voar dali.
Nada funcionava, nada melhorava, nada apimentava, nada dava aquele sabor que antes tinha. Nada, mais nada. Porque não era mais a mesma.

Ela não era a mesma. 
Era outra. A mulher anterior fez as malas e foi embora.

Tudo havia mudado, e agora nada mudava mais. Porque nada podia mudar, enquanto tudo estava errado.


Antes eu chorava e parava, agora eu paro e choro. 

sábado, 19 de junho de 2010

Copo de veneno.


Há algumas semanas atrás não haviam copos de veneno em cima do meu piano. Não havia esse cheiro forte de cigarros pelo corredor de minha casa. Não se ouvia esse barulho de soluços chicoteando as paredes do quarto vazio. 
Meu quarto agora está vazio e não é só ele que esta. Talvez eu esteja tão vazia quanto ele, mas as vezes penso não ser só eu e o quarto. Por mais que eu não saiba, quando te olho, não vejo nada. 

E disso você já sabe. 

Há algumas semanas atrás não havia espaço em mim pra mais ninguém ou havia espaço demais, não havia ninguém e não havia hora pra chorar. Agora é toda hora e os espaços já foram abandonados. 
Continuam vazios mas nesse intervalo, entre semanas atrás e hoje, os espaços foram ocupados e agora estão completamente arrombados. Sim, os espaços em meu peito estão rasgados, rasgados por aquela sensação devastadora de amar loucamente e querer sempre mais. Mais amor, mais beijos, mais abraços. 
Quero mais de você, porque agora não tenho nada. 
Eu consigo viver sem você.

Disso sei, pois continuo vivendo. 

Mas nada é a mesma coisa, nem seus olhos são. Não há brilho em ti se você não está brilhando por alguém. É muita gente aí, tem muita gente aqui, e no final, dormiremos sozinhos. 
E quer saber? Pode até ser que contigo seja diferente, que alguém te abrace de noite e você durma em braços confortáveis pertencentes a um corpo bonito e um rosto angelical. Mas quando beijar os lábios dela, sentira meu gosto, e junto do gosto o cheiro da saudade. 

Ou não.

Sei que agora muita coisa mudou, mas os espaços continuam vazios, e machucados. 
Estou enchendo vários copos de veneno e colocando em cima de meu próprio piano, você encheu apenas um e me serviu, não funcionou. Você é meu veneno, fico aqui te observando e me matando mais à cada segundo. 
Não tem mais ninguém jogando esse jogo comigo. 

Tinha um copo de veneno lá em cima do piano. Quem bebeu morreu, o azar foi meu. 


Beijos, saudades.


Texto inspirado pelo blog da minha querida amiga Dih. 


quinta-feira, 17 de junho de 2010

A chuva passou.

É normal.
Uma hora você vai parar e perceber que realmente... acontece. Não se pode evitar, não há maneiras de impedir, não tem como controlar. Simplesmente acontece e você tem que aceitar, ou viver reclamando.
O amor acontece; um dia você ama, noutro dia não ama mais.
O ódio acontece; uma hora você vê, na outra você detesta e não quer ver aquilo em paz.
A traição acontece; uma hora você esta com ele, outra hora esta nos braços de outro rapaz.
O crime acontece; um dia você é inocente, no outro esta nos jornais.

As coisas só acontecem. ACONTECEM, te juro.

Um dia você vai levantar da cama e descobrir que está feliz porque, ao olhar novamente pro lugar de onde levantou, não verá a cama vazia. Vai ter alguém deitado sobre ela, dormindo, de maneira angelical e você vai acreditar que aquela é a pessoa com quem você quer passar o resto de sua vida.
Uma semana depois você estará cansado de ver aquele rosto, sentir aquele mesmo cheiro e dormir com aquela pessoa. As coisas simplesmente vão mudar pra você. Mudar você.

Porque é assim que a vida é. Do mesmo jeito que pode mesmo durar, também pode acabar num estalar de dedos.

E hoje olho pra alguém e não vejo nada. Só vejo distancia, ignorância, uma criança imatura e sem muitas experiências. Que conta mentiras pra chamar atenção, trata todos bem e trata de ninguém, sem ninguém pra cuidar e ninguém pra ser cuidado, sem paixões, amigos, amores. NADA vai mudar a vida de quem vejo e procuro sempre ver, só o tempo e essas outras mudanças. Sei que tudo mudou pra ele, sei que tudo também mudou pra mim, mas existem fatos que nunca mudam até que o dono dos fatos faça-os mudar. Ele nunca vai deixar de ser quem é, até se deixar ser. E eu nunca vou voltar a ser quem eu era, até que me deixem ser.




"Chegou a hora e eu não vou correr.
Não tenho medo pra te entregar.
Minha amnésia apagou você.
E agora é minha vez de te falar.

Eu não vou acreditar no que você me diz.
No que inventa para ser feliz.
Nesse seu mundo que vai te matar.

E eu cansei, e eu não consigo esperar você
Eu paguei caro para te esquecer.
De todos os planos eu já desisti.
Deixei pra trás tudo que consegui.

Na minha vida não vai mais entrar.
Na sua vida não vou mais passar.
E se você tentar me esquecer.
Vai pagar caro por me conhecer.

Não venha dizer o que eu fui pra você.
Pois eu não vou mudar meu jeito de pensar.
Não venha querer tentar me convencer
Pois não tenho mais tempo de te aguentar!"  
(Vai pagar caro por me conhecer - Composição: Esteban Tavares - Música: GLÓRIA)


PROFILE

Não procuro respostas hoje. Só quero dormir essa noite, longa e lenta, de maneira que meu corpo descanse e minha alma sinta-se em casa. Em casa, em mim. Há tanto tempo ela não tem estado aqui.
Alma, aquilo que me faz ser o que sou, porque quase sempre não sou; ou apenas não tenho sido
Me passo por outros rostos e outros gostos pra provar pra alguém - e eu nem sei mais quem - algo que eu já nem sei o que é. Não há mais pra quem nem porque, e mesmo assim, mesmo sem motivos, permaneço vestindo fantasias pra satisfazer algum gosto, algum fantasma. 
Talvez seja o fantasma da culpa ou da vergonha que vem até mim e fazem com que eu me faça por outra, me esconda em jeitos e gestos que não são meus. Talvez seja só a vontade de ser mais, de ser além. 
Mas essa noite não. Essa noite quero minha alma em mim, quero sentir meu coração. 
Coração que em pouco tempo já passou por coisa demais. Coração que já caiu muitas vezes e se quebrou em tantos pedaços, quais muitos, ficaram perdidos no caminho que meu corpo - quase sempre sem minha alma - percorreu. Quero que meu coração bata forte e que seus batimentos possam esclarecer pra esse algo - que já não sei o que é, e que faz com que eu seja outra - que eu sou aquilo que eu posso ser e que, mesmo que eu tente ser outra, sempre serei o que sou. Que meus batimentos batam forte e com sua força mostrem que eu tenho fibra e eu tenho poder. Poder de mudar minha mente e me aperfeiçoar naquilo que eu gosto e quero. Que meu coração diga e mostre que eu já passei por coisas demais e que foram essas coisas que me fizeram ser quem sou e que, se deixarem que eu mostre quem sou, sem me julgarem de primeira, podem gostar do que descobrem enquanto me mostro. 
Porque não vai ser algo fácil nem rápido de descobrir, muito menos de mostrar. Não sou pouca coisa, também não sou lá coisa demais. Mas não pense que é simples descobrir algo, muito menos quando, este algo, ainda não se descobriu por completo. 
Estou no meu caminho, e esta noite quero dormir sem pensar que amanhã meu caminho pode mudar. 
Só peço que, de qualquer maneira, não fechem as portas pra mim. Eu que estou de visita, e ainda espero a chance de me apresentar. 

Prazer, Rhaissa. 

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Motivos

Eu sei que nada dura pra sempre e sei que pode acabar tão rápido quanto começou.
Mas meu bem, eu não quero que acabe...
Tudo que eu quero é que você consiga me olhar nos olhos antes de dizer adeus. E que, ao faze-lo desista de partir.
Quero que você pense em mim antes de pensar em outra e quero que você entenda que amor nenhum vai ser capaz de substituir meu sentimento por ti.
Quero que você perceba que qualquer sentimento é pouco perto da magia que nos envolve. E que cada beijo que trocamos valeu muito mais que milhões de palavras ditas.
Espero, que quando você tiver pronto pra partir você perceba que na verdade ainda não sabe nem da metade. Que você veja, que todo o aprendizado é comigo. Que todo o amor cabe em nós e que toda paixão possível esta em nossas mãos fazer valer. Fazer existir. E existe, você sabe que existe.
Quero que sinta teu coração pulsar e que o barulho que ele faça seja meu nome.
Quero que perca o ar ao pensar em ir... Quero que volte, porque mesmo sem querer eu vou estar te esperando. E quando eu superar, ainda estarei te esperando. E todas as noites ao dormir, sonharei contigo.
Porque seus beijos são valiosos e sua voz no meu ouvido é de enlouquecer. Porque eu sei que quando minhas mãos tocam seu corpo você se prende a mim. Sei que meu olhar preso no teu é mais mágico que OZ. E entendo meu bem, que você vai querer partir.
Só não me peça pra entender os motivos pra nunca mais voltar...






- Paris, je t'aime


-   Texto escrito mais ou menos em meados de fevereiro. Lá pro dia 25 - mais ou menos - não dou certeza. Tudo uma hora fica bem, tudo uma hora passa. Até uva passa... ah... ♥

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Caminhe comigo.

Olho pra ele e não consigo mais encontrar uma alma, uma vida, nos olhos de quem vejo.
Observo seu sorriso e não vejo alegria na expressão que ele insinua.
Finjo não ver... Abaixo minha cabeça e observo meus pés, com pensamentos positivos para que quando eu vá olha-lo de novo, o sorriso forçado já tenha partido. Olho-o novamente e o sorriso continua ali, mas vai sumindo conforme tento mostra-lo, pelos meus olhos, que o entendo. Tento conforta-lo com um olhar e logo aquele sorriso cai, em seus lábios forma-se uma expressão de tristeza absoluta e eu, de longe, tento conforta-lo mais uma vez.
Dou um passo até ele e ele dá outro passo pra trás. Ainda me olhando, agora com olhos desesperados e eu posso ver a alma dele ali dentro agora, destruída.
- O tempo vai passando e você nem vê. - ele me diz enquanto lágrimas se formam - Não deixe mais o tempo passar assim pra ti, caminhe com ele, corra com ele. - pede com lágrimas escorrendo pelas bochechas. - Meu tempo acabou.

Não morreu. Não voltou. Não mais chorou. Só viveu sem amar, o resto de vida que ainda lhe restava. E viver sem amar foi o suficiente pra implorar pela morte e querer voltar no tempo.
Mas o tempo não volta, nem para, e a morte vem quando ela quer vir.

domingo, 6 de junho de 2010

Onde estou e o que estou fazendo?

Tem tanta gente por aqui e eu não sei se é aqui que quero estar. São tantos rostos me dizendo "olá".
É tanta vida aqui, e já nem sei se vivendo vou continuar. São tantos beijos que eu não pude te dar.
Já é inverno aqui, e o calor que tu me davar já sumiu. Não sei oque fazer desde que tu partiu.
Tá tão escuro aqui, porque minha luz era você e tu fugiu. Já não posso mais ficar assim.

É tudo absurdo. Não tenho mais mundo se não tenho mais você. É quase pecado, errado, gelado não te ter aqui.
DEVERIAS SER PRESO, e pego, e longe, mas perto de mim. Deveria ser sempre meu e ser sempre assim.
Ficar sempre aqui. Estar sempre aqui. Amar sempre aqui. Me AMAR sempre. Amar sempre.
Sempre.