domingo, 27 de junho de 2010

12/04/10 - Dois meses, um dia qualquer.

Minhas histórias não vão fazer sentido pra você.
Há sempre sangue por aqui. Por aí.
O sangue escorre entre nós. O cheiro de fumo, cigarros queimados entrando pelas narinas alheias.  Invadindo sua órbita. Sugando suas promessas.  Tirando seu ar. Borrando seu pulmão.
O cheiro já impregnou sua pele.
A bebida que te faz suar. O mijo doído e prolongado. A dor infernal na sua cabeça, a pressão.
O sexo ruim de uma puta barata.
A vantagem em ser o filho desnaturado. O natal sem tias avós irritantes. Meias novas. Casaco de lã.
O amor podre. O amor tosco. O amor pobre.
Minhas histórias nunca vão fazer sentido pra você, então leia aqui, a sua.

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