quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Universo Paralelo.

Eu fico querendo descobrir onde você se enfiou. E eu tenho medo de saber a verdade, ou aquilo que eu imagino verdade ter-se tornado, tenho medo de te ver bem. A realidade é que eu sei que você vive bem sem mim, assim como eu vivo bem sem você.
Mas desde quando viver bem é o suficiente? Não é, nunca foi.
Fico reclamando da distância e de todos os problemas que envolvem o que eu sinto por ti. Fico tentando encontrar maneiras de mudar a situação e reverter nossa história. Não voltar, mas recomeçar.
Recomeçar seria bom, e eu nem tentaria mudar tudo.
Foi tudo quase perfeito.

Eu só queria mais um dia de mãos dadas com você.

"Com você, só mais um segundo." (Scracho - Universo Paralelo)


                                   

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O moço mais velho.

Querida, tu tens razão, eu preciso mesmo de todo cuidado.
Preciso das tuas palavras acalmando minhas angústias e dos teus carinhos por todo meu corpo me passando sensações de conforto total.

"E se eu for o primeiro a saber e poder desistir do que for dar errado?"


- Tanto faz. - ela diz. Diz com sua voz raíz, sotaque do Sul ecoando meus ouvidos, um sorriso me surge tão de súbito que me espanto, a felicidade é o nome de seu manto, me acolhe no pranto, me faz sorrir.

Querida, tu és o sopro mais delicado de vento. Tão ameno, tão sincero, tão meu.

Um dia cheguei em casa e lá estava ela, sentada com seu vestido florido, sorriso de flanela, me olhando com cara de esperta; tentavas me conquistar. Observei seus olhos brilhantes, sua boca pintada, suas bochechas coradas, sua pele delicada. "Querida" quis falar e não pude, ela não estava abandonada.
"Querida, tu és o sopro mais delicado do vento. Tão ameno, tão sin..."
"Não digas" - eu me dizia a cada segundo, as palavras queriam sair. - "Não digas".
Um dia cheguei em casa e lá estava ela, sentada com seu vestido florido, sorriso de flanela, olhar de menina esperta querendo conquistar. Observei seus olhos, sua boca, suas bochechas, sua pele. "Querida" ouvi falar e não pude dizer mais nada, ela não estava abandonada.
"Querida, tu és a coisa mais gostosa de todos esse universo. Tão bonita.". Não eras minha.
Quis fugir,  o fim tinha chego.

O adeus é algo difícil de aceitar. Tão incerto e ofensivo. O sentimento as vezes é tão grande que embaça os olhos e molha as bochechas, e as vezes é tão maior que faz isso acontecer todos os dias, durante vários meses. Até hoje ainda sinto algumas gotas caindo de meus olhos enquanto tomo meu banho ou observo paisagens imperfeitas. Porque nada é perfeito sem ela.
Ela era mesmo querida, tão querida, minha querida.
Fico questionando por quanto tempo observarei paisagens imperfeitas e pessoas felizes.

Sei que tudo é passageiro, já passou tanta coisa por mim que mal me lembro de onde comecei.

Falando sobre começo, onde eu estava mesmo? Ah, no final.
O final é de aliviar qualquer dor, também. Mas aí depende do final que estiver falando.
Antes eu estava falando daquele final que envolve o adeus, a despedida e todas aquelas lágrimas molhando meu travesseiro de noite e de manhã.
O final as vezes acaba em um dia e se prolonga por vários meses, anos, séculos.
O final as vezes é só o começo.
Finais e começos são relativos, assim como saídas e entradas.

A entrada do seu coração é a saída do meu. - eu dizia pra ela. - Querida.



A vida anda tão corrida. Estou com um projeto interessante pela frente. 
Provavelmente devo aparecer com um link bacana pra vocês clicarem daqui uns dois meses. 

Beijos. 

( Texto inspirado em algumas músicas do Los Hermanos)