quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Se ainda houvesse amor.



Nós saímos andando em direções opostas; paramos; olhamos para trás, um encarando o outro; você abaixou a cabeça, eu abaixei a cabeça; Nós voltamos; agora, um observando o outro; Você não sorria como sempre fazia; eu não chorava, nem sentia; Demos as mãos e percebemos depois de caminhar em direções opostas, tudo já havia mudado, não fazia mais sentido estar perto.
E então, nós paramos, um ao lado do outro; Ir não tinha sido bom, voltar tinha sido pior, já não sabíamos o próximo passo. E agora? Você me perguntou; e repetiu. E agora? Eu não te respondi, nem refleti. O som da sua voz parecia tão perdido, que a razão estava voltando.
Perguntei também, perguntei duas, perguntei três, você balançou a cabeça, negou, afirmou, chorou. Você sorriu, finalmente, você sorriu. Te olhei; E agora? Com seu sorriso. E agora? E seus olhos. E agora? Seus lábios. Seus lábios nos meus. Sua pele tocando a minha. E agora? 
Sofri, sofri; repeti. E então, novamente, tudo muda em um segundo. E agora, se não existe agora? O que fazer depois? Sorri, eu sorri.
E agora? E agora que não existe mais. Agora que não importa mais. Agora que tem seu sorriso e o meu; amei. Amei, repeti, amei.
Ainda amo; confessou.
Caminhamos então juntos, juntos de mãos dadas, pele com pele, corações batendo e cabeças baixas. Não vimos o caminho, só seguimos.

Um comentário:

  1. Às vezes nem toda história de amor tem um segundo capítulo.
    Uma pena.

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