quarta-feira, 30 de março de 2011

Estação

E será que agora, se a gente tentar mais uma vez, depois de um ano, a gente consegue? Será que agora funciona? Será que vai ser em outra estação dessa vez? Você foi o final do meu verão e o começo do meu outono de dois mil e dez. Será que agora vai ser a primavera? O inverno? O que será de nós? Nós ainda existimos ou é apenas eu, e é apenas você, sem ligação alguma? Será que ainda faz sentido? Será que algum dia fez? Não sei se acredito na gente. Não sei se eu posso tentar. Eu tento tanto e tão em vão.
Você chegou na minha casa numa noite de céu limpo, com estrelas iluminando o mundo, com aquele sorriso de quem me esperou o dia todo. Eu te abracei e te chamei pra entrar. Não na minha casa, mas na minha vida.
Você saiu naquela tarde de Sol nervoso, queimando a pele, queimando o mundo, com um vento quente, levando tudo. Eu te liguei e perguntei qual seria. Você saiu pela mesma porta que entrou.
E agora? Agora tá chovendo.

From the top

Mais uma vez. Tudo de novo. Tudo novo de novo. Novas duvidas quanto a novas e velhas pessoas. Novas pessoas. Novas pessoas no caminho das pessoas antigas. Pessoas antigas que eu já conheço por inteiro. Inteiros que ficaram pela metade. Inteiros sem final, ou com finais tão vagos quanto o começo. Começos. Começos novos. Mais uma vez. Tudo de novo.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Quebrando o ciclo.


Decidi ser alguém que vai embora; Alguém que não promete; Alguém que não insiste; Alguém que abre mão. Decidi ser quem vai deixar saudades. Decidi ser um quarto vazio com uma porta escancarada. Um copo meio cheio com uma parte rachada. Ser um livro pela metade e uma canção não terminada. Decidi partir. Decidi partir pra as vezes voltar. Decidi partir e na vida de outras pessoas entrar. Decidi não ficar na vida de ninguém. Decidi viajar e ser turista dentre as pessoas. Sou mochileira da vida, agora. Vou andar de porta em porta e bater de casa em casa com sorriso no rosto e coração fechado. Pode tocar, bater, gritar, chamar; Passei a chave e joguei fora. Decidi ser alguém que vai embora, mas que vai suavemente, deixando uma saudade quase gostosa. Falando nisso, já tá na minha hora.

Uma revira-volta de: http://caspide.blogspot.com/2011/02/prazer-amor-dor-o-ciclo.html

quarta-feira, 16 de março de 2011

Texto sobre minhas lágrimas nº3: Você não liga.

Você nunca pensou em mim. Depois de tantos meses dizendo que me amava, você não pensou em mim nem por um segundo quando decidiu que não me queria mais. Pior. Você não pensou em mim nem por um segundo, quando decidiu querer logo quem eu chamava de amiga. Amizade. Depois do que passei, tenho chamado tão poucos de amigos, que em dois dedos cabem. Não sei mais se posso confiar em ninguém, porque você me fez desacreditar no amor. Acordei pra vida. Acordei com um tapa que você me deu logo cedo. Você foi egoísta a ponto de achar que eu estava sendo infantil por achar isso tudo ruim. Mas, desculpe, não desejo minha dor pra criança alguma. Você não pensou em mim. E ainda vem dizer que se importa, só depois de não se importar nem um pouco. Você nunca pensou em mim. E agora eu me pergunto se o tempo que eu perdi com você, vai me ser devolvido um dia. Não vai. Tempo perdido é tempo perdido e já era. Foi tempo perdido dizer que te amava, que eu estaria aqui pra sempre, que você era minha, que eu era tua. Pior. Foi tempo perdido me importar tanto. Te dar tanto valor. Sentir tanto medo por nós. Porque você nunca ligou. E agora meu telefone está fora de serviço. 

quinta-feira, 10 de março de 2011

Pra ti, açucar.

“Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz.”(LH). Mas nosso carnaval ainda nem começou, então não precisa ter fim. Não agora, não ainda. Deixa você voltar; deixa você voltar e colocar um pouco de açúcar no meu café, e no meu dia. Deixa você voltar e a gente rir a toa e comer chocolates olhando pro mar. Podemos tomar um vinho, fumar um cigarro, ouvir uma música. Volta que eu tento te fazer um pouco feliz. Vai, nem que seja por três segundos. Te conto qualquer piada besta e tento fazer você dar uma risada. Volta que a gente faz nosso carnaval. Não precisa de máscara nenhuma, eu gosto do teu rosto. Gosto das tuas palhaçadas e teu jeito de guria descolada. Nosso carnaval também não precisa de fantasia, não precisa nem de roupa se você quiser, não precisa de nada. Basta eu e você. A gente faz o que for, só pra ter um dia doce, depois de tantos cafés amargos.