terça-feira, 5 de julho de 2011

Banho (in)tenso.


Meu corpo já estava nu. Todas as peças de roupa estavam espalhadas pelo chão do banheiro. Boxe aberto, chuveiro quente ligado, toalha estendida à minha espera. E ela lá. Disputava o espaço comigo, na cena.
O frio que fazia naquela cidade era estressante, nunca gostei do frio, nem da cidade. Meu corpo tremia, por frio, e pela presença dela ali. Toda a minha pele arrepiada. Engoli a seco, observando-a. 
Eu a encarava, esperando que ela fizesse algo e ela ali, parada, esperando algo de mim. 
Nunca pensei que um banho pudesse tornar-se um momento tão (in)tenso como aquele estava sendo. Eu já estava desistindo. Ia pegar todas as minhas roupas pelo chão e me vestir, sair correndo dali o mais rápido possível, pra esquecer aquela presença que me apavorava e intimidava. Mas não consegui. 
Observa-la, por mais que me intimidasse, era hipnotizante. Meus olhos não conseguiam desviar. Engoli a saliva, mais uma vez. Meu coração palpitava alto, de jeito que eu poderia ouvir se não fosse o barulho da água caindo do chuveiro, palpitava logo ali, abaixo da minha pele, do meu seio. Que covarde eu, por não conseguir agir diante dela. Estava de mãos atadas. Sem saber por onde começar. Sem conseguir correr. Eu não poderia fugir de minha própria casa. Ela estava ali, esperando por mim, no meu banheiro. Ambas nuas. Ambas esperando, uma pela outra. 

Mas, por que eu fui entrar no banheiro sem a porra do meu chinelo? Eu não sabia como matar a porra da barata!

2 comentários:

  1. DSAIDHAUDHAIDHAIDHAIHDAIDHAIH'
    MAN, eu ri demais demais mesmo!
    A gente esperando alguma coisa, mas deu pra perceber o trocadilho no título.
    Cara, lerei mais vezes seu blog :B

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