quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Para esquecer

Rhaissa Ramon.  Santos, 26 de Setembro de 2011. Poesia romântica “Para esquecer”. (produzida para uma atividade escolar)

Ah, se a tarde não fosse tão fria,
Se a rua não estivesse tão vazia,
Se a chuva não caísse tão fina,
Se minha vida não fosse essa sina.

Ah, se as coisas funcionassem de verdade,
Se a vida não perdesse pra maldade,
Se teus olhos me jurassem a vida inteira,
Se o amor nunca descesse essa ladeira.

Ah, se fosse fácil!
Ah, se fosse fácil te ter pra sempre enfim.
Ah, se tuas mãos entendessem meu pedido de socorro,
Pois sem tuas mãos eu morro.
Ah, se fosse fácil assim.
Se não tivesse fim.

Ah, se fosse fácil!
Se as coisas funcionassem de verdade,
Se teu amor fosse real e não bondade,
Se não sentisses pena de mim por estar aqui,
Caído de amores só por ti.

Ah, se a vida fosse menos dura!
Se meu coração não sangrasse enquanto você o segura,
Se minha boca não tremesse enquanto falas,
Se tuas mãos não fizessem minhas malas.

Ah, se o passado não fosse assim tão cruel,
Se tu não tivesses me sido infiel,
Se meu corpo esquecesse o teu toque,
Se te ver por aí não fosse esse choque.

Ah vida, se tu não me fosses tão infeliz,
Se ela não fosse minha força motriz,
Se meu sorriso não dependesse daquele corpo voluptuoso,
Se não fosses por ela todo meu gozo.

Ah, se fosse fácil!
Ah, se fosse fácil te ter pra sempre enfim.
Ah, se fosse fácil toda a vida.
Ah, se fosse fácil te esquecer, e fim.                  





Nota:   Eu, particularmente, não gostei do começo da poesia. Estou me auto-criticando mentalmente por manter a primeira estrofe, mas como assim fora entregue (na pressa) à professora de Português, assim divulgo aqui. Não pretendo manter a primeira estrofe futuramente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário