sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Destrancada

Constato quase todos os dias a existência de pessoas que ainda não conhecem nada do viver. Que existem, e só, em seu mundo particular, com pessoas selecionada, escolas, felicidades e confiança pagas. Notas verdinhas indo de uma carteira pra outra, só pra manter a pessoa em seu mundinho particular. Privê. 
Observo pessoas que não sabem fazer seu próprio lanche pra matar a fome, pegar um busão pra não se atrasar se não há carro, comprar da roupa mais barata se passar frio, conviver com pessoas mais simples caso tenha de cair na real. 
E é incrível constatar também, que as pessoas que deveriam mostra-las a realidade da vida, tampam seus olhos pro mundo sabendo que tão logo terão de deixa-las sozinhas, livres... aprisionadas. 
Eu não admiro jaulas, gaiolas, celas, nem aquários. Bicho que nasce pra voar não merece andar em cima de falsas madeiras o dia todo. Limitar alguém ao que queremos que esse alguém tenha e faça, por puro exibicionismo e egoísmo é uma das coisas mais mesquinhas que o ser humano é capaz. 
Por isso eu aprecio a verdade. Sempre, sempre a verdade. 
Porque a mentira nos mantém no lado bom da história, nos cega pra realidade que se passa, nos prende a algo que achamos conhecer e achamos ser tudo em nossa vida, mas não é. 
Portanto, e só pela verdade, te digo veemente: 

A porta, aquela ali, tá destrancada. 

Não tá "aberta", escancarada, porque eu não quero que você vá. Por mim ela fica assim do jeitinho que tá. Você pode sair se quiser, mas também pode ficar. 

Eu espero que você aguente os meus mil defeitos ou mais.

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