sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Diário aberto 03.

O último foi escrito em 2010.

Não tenho mais medo de decepções. Preparei meu exército, minhas defesas e até os lencinhos caso eu precise derramar uma ou duas lágrimas. Mas é isso. Uma ou duas lágrimas, no máximo. Também não me comovo mais com história, não as dos livros que leio mas as que ouço da boca de colegas meus. Eles falam, eu os ajudo quando posso, ouço, até aconselho, mas não me comovo. Não me envolvo. Não por história.
Não falo mais tudo que acho por aí, engulo algumas coisas e guardo, pra guardar algum ressentimento, pois descobri que algum ressentimento faz bem. E mesmo guardando algum ressentimento quero tatuar "No Hardfeelings" em algum lugar do corpo. Minha familia é simples. Não é pobre, não é rica, não é importante pro mundo, nem inútil. É só simples. Mãe e pai trabalhadores e divorciados, avó cuidadosa, tio/padrinho homem forte, rala muito, cria o filho, cuida da esposa, da sogra, da vida. Ninguém por aqui fica se exibindo, mostrando o que tem, o que deixa de ter, o lugar pra onde foi, ou pra onde gostaria de ir. Cuidamos só do que é importante: "Você está bem?", "Estou.", "Então está tudo certo".
Eu costumava falar muito com todo mundo, hoje não falo com quase ninguém. De uns tempos pra cá passei a achar as pessoas meio insuportáveis. Meio infantis demais.
É como se eu ouvisse as mesmas piadas todos os dias. Os mesmos conselhos. As mesmas respostas e as mesmas reclamações. Boring. Com excessões.
Até umas semanas atrás eu tinha esse pensamento de que eu deveria dar uma chance pra amizades passadas. Que um dia por mes ao menos deveríamos todos nos reunir e fingir que somos felizes. Mas a realidade, é que com aquela T eu nunca mais conseguirei sair. Nojo demais.
E não é que eu a odeie, jamais. Senti raiva por um tempo mas foi pouco. Eu desejo tudo de bom pra guria, claro! Ela não matou ninguém afinal. Ela foi ela mesma, fez o que eu já devia suspeitar que faria. O problema é que depois do feito eu descobri que não gosto do que ela realmente é. Não é o tipo de pessoa que eu quero por perto, que eu apreciaria o contato. Então 'Fuck It!', no estilo mais hardcore(no), que ela tome no cu com a personalidade de merda que tem. E todas as pessoas iguais a.
Volta e meia me pego pensando o que eu quero ser e, falta exatamente um ano pra que eu tenha certeza. Gostaria(numa vontade alucinante) de entrar pra política. E penso mesmo em fazê-lo algum dia. Mas sempre volto pro mesmo sonho: Jornalismo.
Agora no meu ultimo ano de colegial, me pego num daqueles momentos cruciais da vida. Em que você deixa uma fase e parte pra outra. E eu estou louca pra próxima.

Quero ser eu, ser minha, com meu dinheiro, minha profissão... e a pessoa que vai me levar pra praias do nordeste na Lua de Mel e separar nossa renda pra que a gente possa viajar sempre. A pessoa que vale a pena.

Obs: Respeito continua sendo a LEI.

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