sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Não olhe demais

Estou feliz, mas quero tudo logo. Quero tatuagens novas e roupas mais bonitas.
Não consigo olhar pra tela enquanto escrevo. Não consigo olhar o teclado enquanto escrevo, não gosto de ver minhas palavras formadas no computador. Enviarei esse texto sem olhar, sem ler. Espero que não hajam muitos erros gramaticais. Porque no fim das contas é disso que se trata a vida. Um passo atrás do outro sem perceber, sem parar e refletir sobre os erros bobos que ficam pelo caminho. No final eis a questão: é legível ou não?
Quero tudo agora. Quero idade suficiente e dinheiro no bolso. Quero por você na garupa da moto e dirigir pra bem longe daqui. Entrar num chalé perto da praia, te jogar na cama, e ficar conversando sobre a vida por horas. Sem nem perceber se estou conjugando certo todos os verbos ou não. No fundo, ele tem razão, a gramática não importa tanto assim, o que importa é a intenção: mas só se ela for boa.
Continuo sem ler o texto, será que ele tá bom? Será que deixei o caps lock ligado? Eis outra questão.
É só isso que me resta, escrever como se não houvesse amanhã. Porque só nesse lugar que sei ser solta, que sei seguir o fluxo.
Mas como assim? Se o que eu mais faço é cometer erros. Falo demais, penso demais, brigo demais, discuto demais e... meu deus do... tenho perdido a paciência demais. Perdido a paciência com pessoas que não merecem minha impaciencia, que não merecem minha paciência, que não merecem-me, que não merecem nada. Quantos erros já cometi até aqui? Não só no texto... na vida? Me desculpe, gramática... e vida.

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