sexta-feira, 3 de maio de 2013

Avante, soldado!


Nada superará a lágrima derramada por amor. Nem as pedras atiradas com ódio.
O rancor jamais tirará a felicidade de um dia termos existido, de minhas memórias.
As fotos me lembrarão, sempre que eu as avistar, os dias de companheirismo e complacência.
Te fui e tu me foste bem. Agradamo-nos. Sentimo-nos. Amamo-nos.
A vida nos prega a gentileza de fazer esvair todos os sentimentos pra longe. Devagar e incessantemente tudo que vem, vai embora.
Teus amores rondam mundo afora sem acabar jamais. Eles partem para outra assim como nós. E nós descrevemos tudo isso com certa agonia de viver.
A questão não é o amor em si.

Se ele existiu.
Se ele ainda está aqui.

A questão é qual nossa capacidade de reviver o já vivido. É fato sabido, o que não for pra ser, ainda assim, um dia será.
E ainda que seja, um dia, agora já não é mais. E vejo, nos reflexos do que deixamos de ser, tudo aquilo que eu não sabia de ti.
Descobri muito que eu não sabia de mim. E cresci de forma imensurável em alguns dias. Engenheiros do Hawaii me perdoem por usar mais uma vez sua canção pra expressar o que sinto mas... "Envelheci dez anos ou mais neste último mês.".
Tanto que nem sei mais quem fui nos últimos anos.

Em conclusão, digo que chorarei.
Digo que sorrirei.
Amarei(outras tantas vezes).
Deixarei ir e partirei.
E no todo,
viverei.

Pro alto, avante e sempre, capitão.

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